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Archive for maio \28\UTC 2009

Filósofo, porque pediu esmola a uma estátua? Diógenes responde - Por dois motivos: primeiro porque ela é cega e não me vê; segundo porque assim eu me acostumo a não receber coisas das pessoas e me acostumo a não depender de ninguém.

Filósofo, porque pediu esmola a uma estátua? Diógenes responde - Por dois motivos: primeiro porque ela é cega e não me vê; segundo porque assim eu me acostumo a não receber coisas das pessoas e me acostumo a não depender de ninguém.

A miséria seria um tema fascinante, como é tratado em filmes, romances, poesias, coreografias, músicas, não fosse realmente feia, incomoda, aviltante, degradante, mórbida para quem nela vive. É um hibrido da miséria cultural e material.

A maior parte da população brasileira conta suas migalhas diariamente na tentativa de conseguir realizar pelo menos um único banquete de sobras na sua vida. Cada migalha amealhada é celebrada como vitória de uma grande luta pela existência.

Talvez seja mesmo isto para todos nós, uma grande guerra, cheias de micro batalhas diárias por míseras migalhas aquinhoadas nos sobejos de banquetes de Estados e Burgueses, também tomadas em escaramuças entre nós miseráveis.

Há culturas em que as pessoas nascem em castas e se resignam em permanecer no estamento dado a elas por terceiros. Aqui não temos mais escravismo na lei, nem regime monárquico. Mas temos a cultura da miséria ou a miséria da cultura. Ou seja, ao nascer em meio a escravos nada mais natural que crescer e morrer como tal, ou ao ser educado por corruptos, nada mais natural que também praticar a corrupção como algo natural.

O caso da Educação no Brasil é no mínimo intrigante. E eis uma miséria que a maioria da população não quer olhar. Digo população porque atravessam todas as classes, gêneros, etnias.

Poucas e assistemáticas iniciativas incontáveis foram e são realizadas para ampliar e qualificar a educação para os brasileiros. Incrivelmente, em séculos, os resultados são pífios.

A educação brasileira, é notícia em meio a uma notícia sobre um acidente na BR 101 e o desvio de verba de um deputado federal. Parece haver uma incapacidade generalizada em assumir as responsabilidades pelo ato de Educar. Por consequência vemos e colocamos a educação na vala comum.

Eis uma miséria, das maiores da nossa população: não vejo, não ouço e não digo nada sobre a educação, e quando o faço, é somente para reconhecer sua existência comum e/ou utilidade individualista.

Para inverter a ordem dos fatores e fazermos a diferença. A miséria cultural precisa ser combatida com a intensidade que combatemos a miséria material.

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Editorial

Flor e Folha

Flor e Folha

Sentia necessidade de criar um blog faz uns meses. Mas ainda não sabia o que colocar nele e nem se quer como realizar o tal. Desde o nome até o que iria ser abordado era uma questão.

Decisões tomadas, vamos lá. Algarobytes é o nome alegórico escolhido. Derivado de dois mundos, o natural vegetal e o naturalizado virtual. Respectivamente algaroba é uma árvore arbustiva, que é resistente a longos períodos de seca, tem copa cheia e frondosa, oferece descanso na sua sombra, frutos que alimentam gente e gado em tempos e terras esturricadas, flores belas Sementes, sinuosas e alegres. Sua raiz não é profunda, mas se espalha bem e com muitas ramificações que sugam e guardam água por bom tempo.

Hibridizada com a atmosfera virtual da web, tornou-se Algarobytes, um blog, veículo de exposição de idéias, notícias, desejos, críticas, delírios, vícios, prazeres… e tudo que tanto é peculiar ao humano mundano, que é de fato o mundano humano.

Meu objetivo aqui é cambiar leituras, análises, versões, interpretações, encontrar comigo e com todos.

Até, e muitos encontros para nós.

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