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Archive for novembro \10\UTC 2009

Já pensou entrar na sala e começar a jogar história? Imagine que senhores de engenho exploravam e maltratavam homens e mulheres no Brasil. Estas pessoas fogem da fazenda onde sofriam tudo isso e formam um lugar de moradia, de trabalho, de comércio,  só deles: o Quilombo.

Um tabuleiro divide o fazendeiro e seus capangas de um lado e do outro os homens e mulheres livres do quilombo. Uma guerra vai começar. Mas antes, você tem de descobrir quem são e como eram estes homens, mulheres, se haviam crianças, quais armas usariam. Em que ano isto acontece, por que uns eram escravos e outros exploravam. Rssss. É mais ou menos isso.

Capoeira

Cena do Filme Besouro

Detetives do Passado é uma incrível iniciativa de publicização, ensino e aprendizagem da História da UNIRIO, e ao meu ver, também é uma forma considerável de inspirar o conhecimento e aprendizagem do método histórico.

Estou falando de uma iniciativa pública em que se pode, através de um jogo, desenvolver conhecimentos históricos: Detetives do Passado.

Apesar de achar um tanto tímido  enquanto formato de jogo,  e ainda envolvido numa atmosfera em que se requer certos conhecimentos preteriores. O Detetives do Passado abre o horizonte novamente para que historiaores utilizem outros suportes que não o livro didático e/ou a lousa para o ensino. As faculdades de história ainda engatinham em questões de ensino, cada vez mais professores e estudantes se distanciam.

Novas tecnologias permitem uso de jogos, blogs, vídeo, rádio, músicas, teatro, rádio web, jornais; tanto como intrumento de aprendizagem como modo de expressão historiográfica, contudo, a formação do historiador ainda é medieval. Baseia-se sobretudo na leitura e escrita, que se torna o exclusivo modo de aprender e divulgar o conhecimento. O que cria uma distância enorme  entre professores e estudantes, pois o segundo grupo usa com destreza várias das novas tecnologias, as quais poderiam contribuir para a aproximar pesquisador-estudante-professor e incorporar mais possibilidades de conhcer e vivenciar a história humana.

Façam uma visita e se souberem de mais alguma experiência de jogos online utilizando conteúdo de história, favor indicarem aqui.

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C e S - Faunos

Trabalho

Ultrapassamos os MIL  acessos neste blog, algo inusitado para mim, fico agradecido e envaidecido.

Desejo conquistar ainda uma maior troca com todos os que estão lendo e contribuindo com o Alagarobytes.

Ainda possuo dificuldades em realizar algumas operações de editoração do mesmo, mas sigo estudando e aprendendo, sobretudo com as orientações dos leitores.

Estou aprendendo muito com este exercício e com todos vocês. Consigo compartilhar e discutir questões e assuntos antes represados. Caminho assim a compreender melhor meus passos e a este mundo em que vivemos.

Sigo no prazeroso trabalho e pesquisa para desenvolver melhor meus conhecimentos em outros espaços e mecanismos  da web,  tentando ampliar e aprofundar ainda mais nosso intercâmbio.

Muito obrigado para todos que passam por aqui e deixam seu rastro.

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Todos que assistem a redes de TV abertas estão vendo uma investida fenomenal na elevação moral do ofício de professor por parte de propagandas bem intecionadas do Ministério da Educação.

Esta propaganda pode ser vista em sítios web, periódicos nacionais e locais, rádios, outdoors… e mais uma centena de peças publicitárias em diversos suportes. O impacto destas propagandas junto aos profissionais parece ter efeito pífio e retorno menor ainda para o Estado.

burnout1

Burnout-Queimando-se.

É verdade que o investimento em Educação, digo contratação de professores, criação de escolas, abertura de novas universidade e cursos neste país, como houve no governo Lula, ocupa grande destaque diante da nossa história recente. No entanto, a educação básica, onde está o ensino fundamental e médio, passam ao largo em termos de investimentos suficientes. Sobretudo no ítem recursos humanos: vide salário.

O modelo administrativo e pedagógico da educação Estatal Brasileira mantém, nitidamente, estrutura e práticas incompatíveis com o mundo contemporâneo. Seu descompasso pode ser notado e interpretado em diversos indicadores: evasão, repetência, violência estudantil, redução drástica na busca pelas licenciaturas, abandono de carreira.

Estes elementos que acima se apresentam são o reflexo de um modo de educação pautado pela ordem capitalista, sobretudo na fomra atual. Me refiro não a questão de ordem econômica, mas a questão da cultura e do ser humano necessários para alimentar esta ordem. As escolas e mesmo universidades já não convencem mais de sua utilidade. Apesar de milhões transitarem em seus corredores anos a fio, seja de qual classe social for.

Contudo não há educação sem gente, e no nosso caso, o  professor é a questão agora do texto. Assim apresentamos a SINDROME DE BURNOUT, esta é uma patologia eminentemente contemporânea, identificada na década de 1970 por Freudenberger, H. J. nos Estados Unidos da América. Atinge principalmente profissionais de educação e saúde.

Seus sintomas, variando para cada pessoa, em geral são:

Insatisfação;

Medo;

Ansiedade;

Variação de comportamento;

Exaustão física/emocional;

Despersonalização/agressividade;

Diminuição da realização e produtividade profissional;

A literatura é vasta, os casos são incontáveis e na educação, junto a profissionais docentes se alastra quase como uma epidemia.

Um estudo feito em outubro pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) revelou que 48% dos 52 mil professores de 1.440 escolas no País sofrem com algum sintoma da doença, como sensação de vazio, comportamento irritadiço e esgotamento nervoso. E mais: 25% deles – o equivalente a um em cada quatro – apresentam o quadro completo da doença.”

A mudança do modelo educativo brasileiro é necessária. Professores cada vez mais abandonam a profissão, ou ficam doentes por ela. Cada vez menos jovens querem ser educadores. Uma educação castradora, exigências desumanas e pedagogias autoritárias conjugam com outros sujeitos, adjetivos e verbos uma verdadeira crise no sistema educacional.

A crise educacional não é apenas brasileira e reside também no chamado Velho Mundo. É o caso da França, onde estudantes recebem prêmios como ingressos para jogos, e mesmo dinheiro. Lá, como aqui, também o modelo já não consegue convencer a juventude no sentido de permanecer nas escolas para crescer e ser útil ao capitalismo. Também não convence professores, que adoecem, suicidam-se… abandonam a carreira.

Imaginemos juntos… Brasil, país de analfabetos ainda! Também o Estado paga para os estudantes, a Bolsa Escola, que ao contrário da França, será gasto na maior parte das vezes para comprar comida, e não ir ao cinema, ou mesmo comprar livro. Ainda assim,  ouvi falar que no interior do país não tem professores, sobretudo graduados. Também dizem que quando tem uma quadra, um campinho, um rio, lagoa, cano quebrado, os estudantes ou ficam no caminho, ou pulam o muro para ir banharem-se, brincarem… pois na escola só se aprende com seriedade.

Aqui não se buscou convidar os professores a abandonarem suas carreiras, nem aos jovens boicotarem as licenciaturas. A não ser que fosse em pró de uma luta, de mudança da atual educação para uma outra, para uma que dialogasse não exclusivamente com o mundo do trabalho. Que estipulasse o ensino-aprendizagem humanos para sua felicidade e bem estar, não como projeto de futura aposentadoria aos 65 e 70 de idade, mas durante o processo.

Parábens resistentes professores.

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Milagres cadentes

Acontecem em meio ao

Concreto musical

Na presença real do

Amor: impossível!

Que se inscreve nas linhas do

Livro de esquecimentos

Com o cheiro das gargalhadas

Lágrimas: dendê, pimenta

Corre, ecorre e transpira o

suor, éter

Embalado em

Lembranças de sonhos de futuro

No desejo de

Noites fatásticas, ao sabor amargo que atiça os batimentos

treme a carne e as pernas

Seduzido,conquistado

gozo, ébrio

Apaixonado no viver, dança, mais um trago

Inconsciente Policialesco

Sexo com putinhas puritanas

Beijo-Corpos

Beijo-Lautrec

Delírios Lógicos

Que não explicam o que se sente

Xilogravuras surreais

Gravadas em vermelha luz néon tingidas por descargas elétricas e azuis

Registram a fantasia dos sonhos não realizados.

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AVISO

HOJE NÃO HAVERÁ O CINECLUBE PREVISTO, POIS UM DOS INTEGRANTES ADOEÇOU. TÃO LOGO ESTE SE REESTABELEÇA, COMUNICAREMOS A NOVA DATA DE APRESENTAÇÃO DO FILME ARAGUAIA.

Araguaya

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Largo do São Francisco ou do Cruzeiro - Salvador-Ba

Fotografia de casario onde esteve localizada a Escola Carlo Diaz-Salvador-Ba

Uma vez mais, a oitava vez na Bahia, e a quinta em Salvador, acontece um seminário abordando o Anarquismo, e desta vez a Educação Anarquista, a Pedagogia Libertária e a Escola Moderna.

A FACED-UFBa apoiaram esta iniciativa e nos dias 16 e 17 de outubro de 2009 O ISVA realisou encontro que contou com a presenaça de público considerável na sexta a noite, primeiro dia e publico pequeno no sábado pela manhã, segundo dia.

Contamos com atuantes pesquisadores como Ricardo Liper, Doris Aciolli, Eduardo Nunes, O palhaço Igor, o permaculturista Antônio do ISVA,  e o João Neto, que aqui vos escreve. Além destes, no auditório, estivemos  estudantes, professores, pesquisadores, e anônimos que fizeram a noite mais estralada de vida e esperanças.

Abordei o tema da Educação Anarquista x Pedagogia Libertária: a Escola Moderna em Salvador. A partir da minha pesquisa de mestrado identifiquei que pelo menos, entre 1880-1930, 17 Estados brasileiros, nas cinco regiôes do País, criaram e vivenciaram a Educação Anarquista e a Pedagogia Libertária. Destaco, além dos tradicionais conhecidos da historiografia, os Estados de Rio Grande do Sul, Ceará, Pará e Bahia.

As apresentações foram grvadas em audiovisual, e algumas já estão disponíveis, basta acessar no blog (http://midia-rebelde-plus.blogspot.com/);  o texto que apresentei, tão logo aprenda a publicar na web o disponibilisarei. Até lá, para quem desejar, basta solicitar e envio o texto por email.

Como fora dito, este foi o oitavo seminário sobre anarquismo já realizado nestes últimos anos na Bahia: o primeiro foi em Alagoinhas, o segundo em Feira de Santana, terceiro em Vitória da Conquista, e os cinco últimos em Salvador.

O entusiasmo dos organizadores e dos participantes indica a continuidade nos seminários. Desejando contribuir para a continuidade dos seminários faça um comentário dando uma sugestão de temas sobre anarquia.

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