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Archive for the ‘Estórias do Rio’ Category

Não houve flores na primavera. Olhei ao redor e não me enxerguei mais. Quando dei conta de mim mesmo descobri que a minha ausência inconsequente quase a levara a sucumbir. Procurando-me, cuidando de sí pude me encontrar e também a ela. Nada ainda indica que viverá. Sei que ela é sensível e potente. Eu, não menos sensível e um tanto ainda cuidando de eu mesmo, vou tentando cuidar dela. De nós.Trabalhando e vivendo cada hora, torcendo por uma nova florada de verão. As palavras não a tocam, a água sim, a brisa, o carinho e o amor. Eu declaro o bem e a vida.

 

Presente, Passado, Futuro.

Presente, Passado, Futuro.

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Sábado. Vem trepar na trágica e confortável cama do passado, sobre os sedosos lençóis do presente numa noite primaveril amoral, safada, febrilmente delirante de expectativas e sonhos aterradores de futuro. Flores e vinho. Chamado do Cramulhão à Jurema, livre moderna bela, tão só, tão amada, tão triste, tão racional. Mas, é só uma trepada, trepada para uma noite de primavera.

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Raizes aéreas embreagadas de água e luz solar. Cai a chuva se misturando com o consumo do impreativo presente absolutamente superficial como a saudade que dá e passa ou o desejo reprimdo que volta. O metrô passou.  Os olhos brilham tristemente, a mulher continua a esperar a composição olhando uma foto do Aterro do Flamengo.

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No ponto de ônibus diante da Academia Brasileira de Letras um homem de raízes de rio paquera a seus sentimentos atemporais e os joga fora das margens do corpo e da razão em tinta preta no verso do canhoto de débito automático. Era um menino brincando de ser feliz.

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Criança hoje cedo na Glória, na frente da farmácia, na entrada do metrô: Vendas, Vendas. Venda, todos os tamanhos, cores, cheiros: Um real.

 

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