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Archive for agosto \22\UTC 2011

Prezados professores, estudantes:

 

O Programa de Pós-Graduação em Crítica Cultural/Mestrado, situado na grande área Linguística, Letras e Artes, da Capes, abre Processo Seletivo/2012 de Aluno Regular, para o preenchimento de 28 (vinte e oito) vagas, cujo período de inscrição será de 22/08/2011 a 30/09/2011. Favor divulgar em suas listas.

Maiores informações no site www.poscritica.uneb.br

 

Para nosso engajamento contra e enfrentamento às ordens de despejo linguístico, cultural e territorial, sejamos críticos culturais.

 

Saudações libertárias

Osmar Moreira

(Coordenador)

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Mais – http://www.estudosagrarios.blogspot.com/

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Jurena estende-lhe a mão com olhar convidativo, calado e chapéu lhe cobrindo a nudez com a sombra, o estranho vai ao seu encontro, e sem triscar um dedinho na água ribeirinha, levanta os olhos famintos onde saboreia os seios jambo a serem beijados. Receosa e convicta o olha lambendo o dorso e seu pau.

Mãos amarram, coração dispara, um tem o outro, os desejos atiçam o fogo nos corpos que se pegam e rolam na areia grossa da margem do Vaza Barris. Mordidas, pernas e braços em luta, beijos e xeros frenéticos loucamente desordenados ao som de respirações ofegantes que chamam a atenção dos domínios da Iara, e faz os peixes, piabas, camarões, águas, pedras do barranco assistirem ao gozo da carne e sentir o cheiro das secreções misturadas às salivas.

Fitando-se infinitos segundos, de cima da pedra do Boto, escura, lisa, larga como uma cama e escorregadia como os quiabos, Jurena o puxa, lhe derruba e trepa nele. Ela sorri e ri cavalgando o corpo desse estranho, o suor banha os dois com seus corpos húmidos e suculentos como as deliciosas pequenas jabuticabas que nos dão prazer inominável, recordado na memória após décadas.

O chapéu pela mão assegurado sobre sua cabeça e os olhos castanhos refletindo o céu fumegante do crepúsculo encarnado da caatinga, embriagado pelo cheiro dos longos negros cabelos que Jurena deixa cair sobre o rosto tarado do seu desejado trepando, fodendo, uivando, se comendo como se fosse a milésima última vez de suas tentativas de serem algo, alguém, mortais animais.

Como se fosse o ar

como se fosse só querer

se fosse ser todo

tudo

só isso

só viver.

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“Neste domingo (21/08), na Feira da Glória, grande Encontro-Festa para reafirmar nosso territórios de troca de afeto, alegria, cidadania e melão maduro”.

Ao MEIO-DIA! Em frente ao Hobby Lanches, na rua da Glória, altura Cândido Mendes –  Rio de Janeiro

EXTRA! EXTRA! NOTÍCIAS DA BEMFEITURA DO RIO

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O recurso que acreditei disponível não existe ainda. Então retirei as páginas que seriam de contos e crônicas. Estes serão postados na página inicial. Vou procurar outra forma de disponibilizar os textos de maneira mais direta e fácil.

Grato a todos.

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Um dia – III

Terceira parte do conto Um dia.

A lua crescente já apontava na sua sorrititude no horizone próximo. Uma música embalava ritimada a terça parte do dia. Tropeça Iaci! Meio índia, meio branca, meio preta, toda brasileira. A rua é estreita! os paralelepídos são tão antigos, que de tantas pisadas de gentes e cascos ficaram lisos com um brilho fosco. A rua vai se acabando como que afunilada para verter a morena num caminho de terra vermelhinha. Só se vê de um lado e outro cercas, e atrás destas: jaqueiras gigantes e verdes, laranjeiras carregadas de suas laranjas amarelinhas de tão maduras, limoeiros espinhosos com seu amargo saboroso desconhecido por eles mesmos, mangueiras de fruto espada que furam e dizimam a mais triste depressão com seu doce mel, canelas secas e mais canelas secas de milho, onde antes o ouro amarelo cresceu relusente para a alegria festeira dos cordeiros e das famílias.

Debaixo de umbuzeiro cai o som, como cai o umbú maduro no certo do tempo, eram os pifanos acompanhados da marcação da zabumba. A nega retoma o passo, aperta, enlarguece, pula, grita e desbandera na corrida auto-desgovernada serra abaixo, até ser segura nos braços marotos do Rio Vaza-Barris, onde é beijada pelas águas retomando o fôlego. As roupas ainda lhe incomodam.

O vestido de chita com fundo branco e rosas vermelhas é deitado numa das pedras do rio junto com a calcinha de algodão comum e branca. Safado, um vento lambe seu corpo vestido em pelos e beija seus seios tornando-os mais imperativamente convidatórioss, então desavergonhada e lentamente volta aos braços do amante que seguro lhe deixa ao pegá-la com suas margens.

Brinca nadando ou mergulhando contra a correnteza, brinca com os camarões que lhe fogem amedrontados, com as piabas que ousam desejar um pedaço dessa Iaci. O pequeno Vaza Barris corre sorrindo e contente só por ter em seu leito no meio do sertão uma mulher menina tão feliz.

Os pássaros sobem em revoada assustada. Envolvida no manto temporário da liberdade ela continua suas ousadias com as águas. As piabas estão quietas e os camarôes voltaram à suas locas.

Vestido somente com um chapéu de palha velho e branqueado pelo sol catingueiro, moreno de cor reluzente como peixes refletindo a luz do sol em suas escamas, com pele que parece ter sido aplainada pelas águas de um rio e talhadas com a rigidez do jatobá de lei. Aperta um cigarro na palha do milho enquanto observa a belezura do corpo de mulher nos sorrisos brincantes de menina.

Pula daqui e mergulha de lá, os olhares se encontram e então descobriram os dois a curiosidade e o desejo.

Ele volta para pedra segurando o chapéu sem largar o cigarrin no canto da boca. Ela levanta das água e deixa que seu peito nu se imponha. Ele abaixa a cabeça e olha por baixo da baeta do chapéu, ela rindo silenciosamente deixa os cabelos negros cairem sobre o rosto.

Caminhando… na direção…

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